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A Força Africana de Weah

Quarta-feira, Abril 25, 2007

Do imenso viveiro de talentos que é África, surgiu para o sucesso George Manneh Oppong Ousman Weah. Para ser mais fácil, apenas George Weah. Foi sem dúvida um dos melhores jogadores africanos de sempre, um ponta de lança mortífero nos tempos áureos do Milan. Como imagem de marca, velocidade, poder de arranque, explosão e, acima de tudo, muitos golos. Quando embalado, era quase impossível de travar. Nascido na Libéria, a 1 de Outubro de 1966, iniciou a carreira no Young Survivor, da capital Monróvia (sua cidade natal), aos 14 anos. Seis anos mais tarde, conquistou o primeiro título nacional, pelo Invincible Eleven.

No ano seguinte, transferiu-se para o Tonerre Clara Club (era apelidado de oppong - super) e sagrou-se campeão camaronês. O futebol africano já não estava à altura do talento do atacante liberiano. Arsène Wenger, então técnico do Mónaco, deu a primeira oportunidade na Europa a Weah. Logo na primeira temporada, em 1988 (tinha então 22 anos), marcou 14 golos em 23 partidas.

O primeiro título em território francês não tardou. Veio na temporada 1990/91, na Taça de França. Triunfo este que se repetiu duas temporadas mais tarde, já pelo Paris Saint Germain. Em 1994, sob orientação de Artur Jorge, com a companhia de Raí, Leonardo, entre outros, ganhou o Campeonato gaulês. Apesar do sucesso no PSG, foi em Itália que atingiu o auge. Chegou ao Milan já perto da casa dos 30 anos, tinha como missão preencher o vazio deixado por Marco van Basten, tarefa nada fácil, diga-se. Na temporada de estreia, marcou 11 golos, que ajudaram a equipa a conquistar o Scudetto. Mas Weah era adorado em Milão não só pelos golos: a entrega, a raça, a vontade, o querer faziam do jogador africano um dos favoritos da exigente massa adepta rossoneri.

O ano de 1995 “pertenceu” por completo a Weah: foi eleito Melhor Jogador de África, ganhou a Bola de Ouro da France Football e foi consagrado pela FIFA como o Melhor Jogador do Mundo, tornando-se no primeiro e único jogador africano de sempre a conquistar tal troféu. Permaneceu em Itália e no Milan até 1998/99, despedindo-se com mais um título de campeão. Seguiu-se uma breve passagem pelo Chelsea, ajudando os londrinos a vencer a Taça de Inglaterra nessa temporada. O “velocista” Weah já não era o mesmo de Paris e Milão. Seguiram-se Manchester City e Marselha, mas sem o fulgor de outros tempos. Encerrou a carreira em 2002, seduzido pelos milhões das Arábias (Al Jazeera ).

O amor de Weah pela sua pátria é de louvar. O ex-atacante nunca chegou perto de disputar um Campeonato do Mundo, mas o dilema de jogar pela sua nação nunca se colocou. No CAN 1996, Weah pagou do seu bolso todas as despesas da selecção na África do Sul. Embaixador da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1997, é também presidente do Júnior Professionals, clube de Monróvia fundado pelo próprio atacante, em 1994, onde jogam jovens de toda a Libéria - o clube é o maior “fornecedor” das selecções jovens.

Weah lançou igualmente a sua candidatura à presidência da Libéria nas eleições de 2005, acabando derrotado pela economista Ellen Johnson Sirleaf, ex- ministra das finanças, num acto eleitoral muito contestado até hoje. Criou a Fundação George Weah, para ajudar as vítimas da Guerra Civil.

Clubes

  • Young Suvivor: 1981 - 1984
  • Bongrange: 1984
  • Barolle: 1985 - 1986
  • Invincible Eleven: 1986 - 1987
  • Tonerre Clara Club: 1987 - 1988
  • Mónaco: 1988 - 1992
  • Paris Saint-Germain: 1992 - 1995
  • Milan: 1995 - 1999
  • Chelsea: 2000
  • Manchester City: 2000
  • Olympique de Marselha: 2000 - 2001
  • Al Jazeera: 2001 - 2002

Títulos

  • Campeonato Liberiano - Invincible Eleven - 1987
  • Campeonato Camaronês - Tonerre Clara Club - 1988
  • Copa da França - Mónaco - 1990/1991
  • Vice-campeão da Supertaça Europeia - Mónaco - 1991/1992
  • Taça de França - Paris Saint-Germain - 1992/1993
  • Campeonato Francês - Paris Saint-Germain - 1993/1994
  • Taça de França - Paris Saint-Germain - 1994/1995
  • Campeonato Italiano - Milan - 1995/1996 e 1998/1999
  • Taça de Inglaterra - Chelsea - 1999/2000

Prémios

  • Eleito melhor jogador africano de todos os tempos
  • Bola de Ouro da revista "France Football" - 1995 - Milan
  • Eleito o melhor jogador da Europa em 1995
  • Eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA - 1995 - Milan
  • Eleito o melhor jogador africano nos anos de 1989, 1994 e 1995
  • Prémio "Fair Play" da FIFA em 1996

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Escrito por Bruno 15:24

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